quarta-feira, 30 de março de 2022

campanha para doações de livro pra Biblioteca Bracutaia

 


Dê livros

Dê Lírios

Dê Beijos

 

Doações para Biblioteca Bracutaia – endereço: Ong Beija Flor – Casa da Solidariedade – Rua Ari Parreira, 26 – Barra Velha – Gargaú – São Francisco do Itabapoana-RJ – 28230-000

 

era uma vez um mangue

por onde andará Macunaíma

na sua carne no seu sangue

 

na medula no seu osso

será que ainda existe algum

vestígio de Macunaíma

na veia do teu pescoço?

 

Artur Gomes LeminskiAndo Em Cena

clic no link para ver o vídeo 

https://www.youtube.com/watch?v=OKcZU-uVwvI

terça-feira, 29 de março de 2022

comédia


Comédia

A comédia é o uso de humor nas artes cênicas. Também pode estar presente em um espetáculo, história, ou até mesmo em um filme, que recorre intensivamente ao humor. De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, que faz rir.

Índice
1 Características
1.1 Comédia grega
1.2 Atualmente
2 Ver também
3 Ligações externas

Características

Uma das principais características da comédia é o engano. Frequentemente, o cômico está baseado no fato de um ou mais personagens serem enganados ao longo de toda a peça. À medida que o personagem vai sendo enganado e que o equívoco vai aumentando, o público vai rindo cada vez mais.

Comédia grega

No surgimento do teatro, na Grécia antiga, a arte era representada, essencialmente, por duas máscaras: a máscara da tragédia e a máscara da comédia. Aristóteles, em sua Arte Poética, para diferenciar comédia de tragédia diz que enquanto esta última trata essencialmente de homens superiores (heróis), a comédia fala sobre os homens inferiores (pessoas comuns da pólis). Isso pode ser comprovado através da divisão dos júris que analisavam os espetáculos durante os antigos festivais de Teatro, na Grécia. Ser escolhido como jurado de tragédia era a comprovação de nobreza e de representatividade na sociedade. Já o júri da comédia era formado por cinco pessoas sorteadas da plateia.

A importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de ideia, inicialmente política. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e nem ao menos os deuses (como pode ser visto, por exemplo, no texto As Rãs, de Aristófanes).

Atualmente

Hoje a comédia encontra grande espaço e importância enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera: política, social, econômica. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento.

Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como drama) ou da comédia. Em defesa do gênero, o crítico de artes Rubens Ewald Filho lembra o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". De fato, entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como timing) especial que não é dominado por todos.

É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é necessário reconhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas com frequência não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos

www.fulinaimacentrodearte.blogspot.com

o homem com a flor na boca


Passaporte para uma viagem ao desconhecido

Novo e-Book do poeta Artur Gomes já está na fita, clica baixa gratuitamente e lê:
https://jidduksonline.com.br/ornitorrincobala-arturgomes.../


cacomanga

na roça desde cedo comecei a escavar palavras e separar uma das outras de acordo com o seu significado dar farelo de milho para os porcos e olhadura de cana para o gado aprendi que no terreiro não dependo de mercado e para que urbanidade se a cidade não tem paz com a enxada capinei a liberdade e descobri que ditadura é uma palavra que não cabe nunca mais

 Do livro Pátria A(r)mada

www.arturgumesfulinaima.blogspot.com

Artur Gomes
Fulinaíma MultiProjetos
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1268 – whatsapp

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

sábado, 26 de março de 2022

Revolução de faz com livros

                           

Fulinaimicamente - TransPoÉticas

Coletânea Poetas Vivos – Salgado Maranhão + Angel Cabeza + Ferreira Gullar + Dudu Galisa + Dalila Teles Veras + Fabiano Calixto + Marcelo Montenegro + Ademir Assunção + Nic Cardeal + Paulo Celso Ciranda + Antonio Carlos Secchin + Luis Turiba + Lau Siqueira

 Por onde andará Macunaíma ?

 Leia mais no blog

https://fulinaimicamente.blogspot.com

 

Revolução Se Faz Com Livros

 

Dê livros

Dê Lírios

Dê Beijos


era uma vez um mangue

e onde andará Macunaíma

na sua carne no seu sangue


na medula no seu osso

será que ainda existe algum

vestígio de Macunaíma

na veia do seu pescoço?


Ong Beija Flor – Casa da Solidariedade

                                   Biblioteca Bracutaia

Rua Ari Parreira, 26 – Barra Velha Gargaú

- São Francisco do Itabapoana-RJ – 20230-000




fonética das cores

 3 dentadas no pão e a faca suja de manteiga entreguei-me ao desejo de olhar o corpo do poema nu ainda virgem deitado sobre a grama no quintal do casario no cafezal rolava um blues vestido de algodão branca flor entre as sílabas tônicas e a fonética das cores entre o vão das coxas brancas de alfazema sopravam ventos de alecrim

 

Artur Gomes

Do livro O Poeta Enquanto Coisa

Editora Penalux – 2020

www.secretasjuras.blogspot.com



Coletânea Poetas Vivos

 



Trem da Consciência

Não espere que eu fale só de estrelas
Ou do vinho feliz
Que eu não tomei
Porque
Fora de mim
Não levo além da sombra
Uma camisa velha
E dentro do peito
Um balde de canções
Uma gota de amor
No útero de uma abelha

Não repare se eu não frequento o clube
Dos que sugam o sangue das ovelhas
Ou amargam o mel
Dessa colméia
É que eu já vivo
Tão pimenta
Tão petróleo
Que se você acende os olhos
Me incendeia

Hoje em dia
Pra gente amar de vera
É preciso ser quase
Um alquimista
Ou talvez o maquinista
Do trem da consciência
Pra te amar com tanta calma
E com tanta violência

Que a tua alma fique
Toda ensanguentada
De vivência

poema de Salgado Maranhão – musicado por Vital Lima – gravado por Zeca Baleiro no CD AmorÁgio

clic no link para ouvir https://www.youtube.com/watch?v=oTLb8B_firA



DÁDIVAS

Para Delon

 

Ir ao barbeiro para adiar o tempo

cobrir a vergonha com o trabalho dos homens

esconder o peso em pálpebras escuras:

fatigante o ofício de amansar ondas

restituir sulcos e cimentar poros

num corpo abandonado.

Calamos nossos desperdícios, decerto

mas a gravidade é densa e sempre vence

a maçã nos livros de física

enquanto a força da tormenta corrói

nossos cascos.

Somos fracos e secos como a sarça

que não queima.

Pudéssemos, domaríamos o leão

que esfacela o torso

mas dádivas de areia não devem ser recusadas.

 

Angel Cabeza

 


Uma aranha

ela surgiu não sei de onde
quando abri o Dicionário de Filosofia
de José Ferrater Mora
(no verbete Descartes, René;) mi-
núscula
com suas muitas perninhas
quase invisíveis
cruzou a página 1 305 como se flutuasse
(uma esfera de ar
viva)
e foi postar-se no alto
no limite entre o texto e a margem branca
enquanto eu
fascinado
indagava:
como pode residir
insuspeitado
nestas encardidas páginas
- em minha casa, afinal de contas -
um tal ser
mínimo mas vivo
consciente de si
(e como eu
parte do século XXI)
e que agora parece observar-me
tão espantado quanto estou
com este nosso inesperado encontro?

Ferreira Gullar
[Em alguma parte alguma] - 
Raptado da time line no face de Dudu Galisa




 Cálido Desejo

 

Teu luminoso riso

transborda a doçura

do tempo, evoca minhas

tardes crepusculares

e dormita os últimos

vestígios do dia.

Tua voz, pausadamente,

sussurra no compasso

do tempo e acalenta,

mansamente, o meu

cálido desejo.

Teus cabelos esvoaçantes

e encaracolados são como

os dourados raios de sol que

penetram, vertiginosamente,

minha fascinação.

Tu és o que, surpreendentemente,

surge nas esquinas e imprimes,

no tempo, a beleza e o encanto

etéreo.

Tu és a existência e a liberdade

como um pássaro que sobrevoa

o mar.

 

Dudu Galisa




 O silêncio dos espelhos

                   (lembrando Borges)


Nus e silêncios

coabitam meus espelhos


(mergulho

e

espanto)



abismos refletidos

nova e (irre)conhecida

história



Memória


Em meu dedo


o teu dedal

(tento, mãe

costurar tua memória

prender-te ao que me resta)



Incertos pontos

que a vista embaçada

não deixa urdir

 

Dalila Teles Veras

Do livro Retratos Falhados – 2008




 Nêmesis

 

ouvi o canto da sereia
(violada noiva de morticínio
e guerra) e sobrevivi (os
olhos cheios d’água, a
garganta obstruída, os
ouvidos sedosos)
com a fúria dos corações bastardos
nas cidades gentrificadas
nos bairros racistas
nos hospícios continentais
com rádios petrificados
tocando “like a stone”
para amolecer
repetidamente
o coração
(sou um terrorista
em chamas,
aquisição antiinquisição)
ouvi o canto da sereia
in a room full of emptiness
vi a incineração de bruxas
pelas próprias bruxas
a santa inquisição mudou de lado
e o pálio pasto do passado
continua idílico e ridículo
os fascistas do meu tempo
os fascistas do meu tempo
estão tomando demais
o nosso tempo
esses sujos e surdos odiadores da arte
a velha chaga, a velha cantilena
os dedos do poder sempre em riste
mas, a vida vale a pena
e tudo que existe, resiste

entre os cachos de araçá na imensidão azul,
calada, Nix lava e estrala
estrelas em sua peneira

 Fabiano Calixto



Eu costumava grifar meus livros

 

Um medo danado de nunca mais me deparar

com aquela frase. Depois passei a achar que

os grifos direcionavam muito as releituras.

E os substituí por microdobradinhas nas

páginas. (Cocteau: “Uma única frase, e o

poema todo é levado aos céus!”.) Mas se

este método tem a provável vantagem de

atenuar a arbitrariedade e a feiura dos grifos,

algumas vezes, no entanto, ao reler estas

páginas, não encontrava o motivo delas

terem sido condecoradas com a dobradinha,

ou achava mais de um motivo para tanto.

Coisas de louco com as quais, bem ou mal,

“abastecemos nossa obsessão” (Philip Roth).

Penso até que a literatura se alimenta desse

medo. (Waly Salomão: “Escrever é se vingar

da perda”.) Afinal, de onde vêm os versos

senão dos grifos e dobradinhas que aplicamos

na existência, momentos que roubamos do mundo,

instantes que nossas solidões recrutam para

(W.B. Yeats) o “imundo ferro-velho do coração”?


Marcelo Montenegro




 A Vertigem do Caos

 

um estranho entre estranhos, nômade
entre escombros, procuro sem
procurar, um não-lugar, o ventre
de látex de uma replicante quase
humana, as ruínas enfim apaziguadas
da bombonera, as águas que refluem
pra dentro da baía de todos
os infernos, ali, onde a eternidade
são os dentes de estanho do último sol
mastigando oceanos como fatias
de pizza, lançadas ao ocaso
do fundo de um naufrágio, ante
a dança misteriosa de um feiticeiro cherokee

 Ademir Assunção





Há dois anos e, quem imaginaria... a pandemia continua, sem previsão de fim...😪

QUASE AGORA


Depois a gente esfrega o chão
recolhe os tapetes
ergue os varais com as toalhas e os lençóis
corta a grama que já extrapolou os limites
abre as persianas e deixa chegar outro sol

depois a gente corta o fio
afia a navalha
estende o cordão entre as paredes
pendura as fotografias que sobrarem no baú
precisaremos afinar o olhar - o jeito certo de olhar -
para não perder nenhuma palavra desviada
daqueles olhares estancados da vida
como meros ingredientes do nada

depois a gente chora
enxuga o leite derramado
diz o amor engolido a sete chaves
corre o risco de perder a hora, o trem, a viagem depois do fim
e recolhe cada um dos abraços deixados de lado
na cama, na poltrona, na cadeira da cozinha, sobre o armário
empilha um por um, dobrados e cobrados,
nunca dados, os beijos desejados

por ora, resta-nos a máscara
o lábio amargo
a garganta seca
luvas guardando dedos sem anéis
em mãos mil vezes lavadas em água, sabão e desespero

por ora, já é quase agora
essa pobre senhora desconhecida
estendida no varal entre razões escusas
a vida - por um fio.

(Nic Cardeal, 13.03.2020)



Esperança é a revolta

 

tio sam, o insaciável comedor

não quer a existência de mais ninguém

fora de sua imensa barriga obesa

o Donald, dono de toda a riqueza,

destrói tudo que não serve pra ele,

o maior provocador de lixo do planeta

está cada vez mais voraz.

o império mais sujo impera sobre nós,

répteis dominadores,

corruptores de ratos feitores

hereditários de capitanias do sul.

A esperança é a revolta

das formigas carregadeiras

de machu piccho

aos catadores de papelão,

dos pescadores envenenados

das lamas da infâmia da terra plana

à chama da Amazônia  e do litoral .

 

 Paulo Celso Ciranda




Soneto profético

 

A bola de cristal é opaca e preta,

nela pouco se vê ou se pressente.

O vidro estilhaçado de uma greta

libera a luz noturna do presente.

Antevejo um plantio da semente

incapaz de dar paz a este planeta,

pois você, o jasmim e a violeta

florescem contra mim feito serpente.

Enxergo nada além desse horizonte,

onde ao escuro sucede o mais escuro.

O certo é não prever nenhuma ponte

que possa me levar ao seu futuro.

Na bola opaca eu leio, transtornado:

seremos bem felizes no passado

 

Antonio Carlos Secchin.




 GUERRA NA NEVE



“- mamã; pra que serve a ONU?
- pra protocolar o fim do mundo”
Do livro LUMINARES, LT, 1980

ogivas mostram seus dentes-gengivas
sirenes sibilam assobios de espanto
aquele menino aquela menina
seguem sombreados pela neblina
pisam neve respingada de sangue
fundem-se somam-se se danem
ecoam nos ouvidos ecos estampidos
silvos cantam bombas fogos estilhaços
é tempo explosivo, templo de aço
pavor em gritos: acode? quem socorre?
escorrem pedaços de prédio nas cabeças
tanques no caminho canhões retorcidos
cadáveres pelas ruas gosto de genocídio
quem garante o existo, quem diz estou vivo
olhos são vidros e não cabem lágrimas
azuis verdes vermelhas – retinas flácidas
o piscar reativa impactos clássicos

lágrimas lágrimas lágrimas secam
torradas no fogo da minha casa acesa
carrego no peito casacos brinquedos
paranoia da fuga do combate ao vivo
tostados feridos – tempos de medos
mísseis cruzam & cospem seus ativos
estradas pro inferno ônibus sem (dex)tino
meu lar meu país minha escola meus pais
pra onde? pra quando estou indo? volto
pra sentir sede e frio junto a um prato de fome
a guerra só me ensina que eu me afundo
nem tenho idade para morrer, nem pra tanto
tonto olho o céu e só vejo magias traçantes
um cogumelo brota – bruto sumo do perigo
não para de nevar gotas de sangue
no fogo minha pele ainda em chamas
é o conflito do inverno em pleno inferno
e eu, pacifista desalmado, no calor do front
na cidade onde a guerra mora ao lado, ontem

 

Luis Turiba






por onde andará Macunaíma?

 A partir do mês de maio de 2022 o Coletivo Macunaíma de Cultura passa a atuar na ONG Beija Flor em Gargaú – São Francisco do Itabapoana-RJ, com um projeto de Arte Cultura que envolve Oficinas de Arte, Teatro, Desenho, Rodas de Conversa, Música, Fotografia e Produção Cine Vídeo e uma Oficina de Leitura Para Ler O Mundo.

 Dentro do projeto está incluída ainda a criação da Biblioteca Bracutaia e Encenações de Teatro Pupular com a Cia Desafio de Teatro.

 leia mais no blog

https://coletivomacunaimadecultura.blogspot.com/2022/03/por-onde-andara-macunaima.html



Balbúrdia PoÉtica

Balbúrdia PoÉtica 78 Por Ética manifesto anti-barbárie com os dentes cravados na memória  a partir de agosto - aguardem mais informações con...