quinta-feira, 4 de junho de 2026

Balbúrdia PoÉtica

resumo

 

ela tinha as mãos tão suaves que tocavam-se como quem tem a pele sob a chuva de setembro eu procurava colher maçãs no horto de Santa Maria Madalena olhava a montanha e lembrava-me de selvagem que fui aos olhos dela enquanto ainda vivia na tapera o meu cavalo deixava na porta da cidade escrevi sobre isso no poema quando o tempo rasgou meu corpo na calçada e trouxe-me folhas de papel em branco.

Artur Gomes

Pátria A( r)mada – Desconcertos 2022

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𝐎 𝐆𝐔𝐀𝐑𝐃𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐏𝐎𝐑𝐓𝐀𝐈𝐒: 𝐒𝐀̃𝐎 𝐏𝐄𝐃𝐑𝐎 𝐄 𝐎 𝐌𝐈𝐒𝐓𝐄́𝐑𝐈𝐎 𝐃𝐀𝐒 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄𝐒

"(...) 𝑒́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑠𝑎𝑚𝑜𝑠: 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑐𝑜𝑚 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑎𝑚𝑝𝑙𝑜𝑠 𝑒 𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑠𝑎̃𝑜. 𝐸́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑎𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑢 𝑡𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑓𝑎𝑧𝑒𝑟 𝑝𝑒𝑙𝑜 𝑝𝑎𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒: 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑎́-𝑙𝑜 𝑖𝑛𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒. (...) 𝐶𝑒𝑟𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒́ 𝑏𝑒𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑎 𝑐ℎ𝑎𝑛𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑎𝑟 𝑎𝑞𝑢𝑖𝑙𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑎 𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒 𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑏𝑟𝑖𝑟-𝑙ℎ𝑒 𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑠."

𝐉𝐮𝐧𝐠, em 𝐂𝐚𝐫𝐭𝐚𝐬 | 𝐕𝐨𝐥𝐮𝐦𝐞 𝐈𝐈𝐈

Se 𝐒𝐚̃𝐨 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 pertence ao fogo rústico do deserto, 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 habita um território diferente: o limiar. Ele é o homem das chaves, o guardião dos portais, a figura mítica colocada na fronteira exata entre o que está guardado e o que deve ser revelado.

Sua força simbólica reside no mistério da abertura.

Na tradição bíblica, Pedro recebe o poder de ligar e desligar, de abrir e fechar tanto na terra quanto nos céus. Para a 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐀𝐧𝐚𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐮𝐧𝐠, a chave não é um mero instrumento de metal; é o símbolo máximo do acesso ao inconsciente — a coragem de abrir as portas da alma onde escondemos tanto as nossas sombras quanto os nossos tesouros.

O portador das chaves é aquele que suporta a tensão do limite.

Abrir uma porta exige coragem. Significa permitir que o desconhecido invada o espaço familiar. Fechar uma porta, por sua vez, exige sabedoria; é o ato necessário de estabelecer contornos, de proteger o espaço sagrado interior contra a dispersão do mundo exterior. Jung lembrava que o processo de individuação é uma constante travessia de portais, onde cada crise funciona como uma fechadura complexa que exige de nós uma nova postura.

A tradição popular, com sua intuição afiada, celebra Pedro no auge do inverno. Enquanto a fogueira de São João queima com base circular em busca de ascensão, a fogueira de São Pedro ergue-se sobre uma base triangular. A tríade, tão cara a Jung, sugere o primeiro chão firme antes da totalidade. Três pontos já sustentam uma casa; três vértices já sustentam uma fogueira. É o alicerce firme necessário para quem precisa sustentar o peso de uma decisão importante.

Essa autoridade sobre os portais não nasce de uma perfeição estéril, mas das fraturas de sua própria humanidade. Nos Evangelhos, Pedro é o homem que, tomado pelo medo, nega o 𝐂𝐫𝐢𝐬𝐭𝐨 por três vezes diante do fogo do pátio — um confronto direto com a sua própria 𝐒𝐨𝐦𝐛𝐫𝐚. No entanto, é o Cristo Ressurrecto quem o convida à integração através de uma tríplice pergunta: "Tu me amas?". Ao responder sim por três vezes, Pedro não apenas repara sua falha; ele ancora sua consciência. A tripla negação e a tripla proclamação de amor desenham o movimento pendular da alma humana, que precisa tocar a própria escuridão para, finalmente, ser capaz de sustentar a luz e a responsabilidade das chaves.

Pedro, o pescador de homens, conhece as profundezas das águas e o perigo das tempestades. Ele sabe que a alma humana é um oceano vasto. Suas chaves cruzadas desenham no ar o encontro das polaridades: o céu e a terra, o consciente e o inconsciente, o tempo e a eternidade.

Nenhum sistema consegue trancar a vida para sempre.

As chaves de Pedro não servem para aprisionar o homem em dogmas, mas para libertá-lo de suas próprias prisões mentais. Elas nos lembram que possuímos, secretamente, o código para acessar dimensões mais profundas de nós mesmos.

Toda escolha é uma chave que gira.

Toda renúncia é uma porta que se fecha.

Todo despertar é um portal que se abre.

As chaves não são entregues ao perfeito, mas àquele que conheceu a própria fragilidade e, ainda assim, decidiu amar.

Celebrar São Pedro é compreender que não somos prisioneiros do destino.

Somos os porteiros da nossa própria luz.

Carregamos o peso e a beleza da nossa própria liberdade. A chave está em nossas mãos e a saída, claro, é pra dentro de nós mesmos. Sempre.

*                     📸𝐐𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐬𝐚 | Entre a ferrugem da 𝐜𝐡𝐚𝐯𝐞 e o perfume do 𝐦𝐚𝐧𝐣𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚̃𝐨, as tábuas rudes do barco de 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 nos recordam um segredo antigo: nem toda fechadura guarda um cárcere. Algumas protegem a travessia de regresso à alma.

Elenízia Bernardes

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Balbúrdia PoÉtica

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XXI

Amigo meu assassinado por ciúmes, foi Geraldo

o que selou seu Alazão quando caia a tardinha,

tomou banho na bica e passou água-de-cheiro.

Trajou calça de cambraia, camisa de linho,

Calçou botas de couro. No pescoço, à moda cigana,

Amarrou lenço vermelho. Mirou e remirou-se no espelho. Afagou o cão e pediu bênção a mãe.

Abençoado, montou todo prosa

e cavalgou ao encontro de Rosa,

não mais que uma légua, uma canção

que, súbito, um estampido interrompeu.

De tocaia, uma bala rasgou-lhe o peito.

Com isso, o noivado foi desfeito.

Erorci Santana

Do livro Maravilta

Alpharrabio Edições – 2001

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Por Onde Andará Macunaíma?

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Achei ali no site Blocosonline, da poeta Leila Micolis, este poema que escrevi e publiquei no livro "Maravilta e outros cantares". É pra quem ama os animais e sabem que, dada a diversidade etária, eles vão e a gente fica aqui numa baita saudade de seus folguedos. Toquem na imagem do texto para ampliar o conteúdo.

MOSTRE ÀS MULHERES

Mostre às mulheres tudo que você tem
para ofertar e o que faz em sonho
e na lida cotidiana em homenagem
a elas e a mais ninguém. O quanto
marcha ritmado o seu cavalo campolina,
seu torso malhado e luzidio sob o sol.


Peça que ouçam na madrugada seu galo
de auroras, aquele de garganta extensa
e esganiçada, o de penacho vermelho
(esconda, entretanto, aquele de rinha
e fúria cega, que esporeia os transeuntes
desesperados em fuga à luz do dia).

O quanto a casa é seca e confortável
nas noites de procela e tempestade,
o gesto de ternura à revelia
do instinto, que insiste em ser brutal.

Corte os calos ou reduza a aspereza
de suas mãos para a suavidade
do carinho; afie o seu machado
para o corte célere da lenha pra lareira,

enquanto ruge o vento e avança
o frio antártico. Avelude a voz e apare
as suas unhas, ó ser de trevas,
homem bem homem, isto apenas!

Nos dias muito quentes de verão,
ponha uns baldes de gelo na piscina,
faça um drink com rum da Martinica,
açúcar paulistano e limão siciliano,
um suco de cajá; deixa as toalhas

no caminho em que ela passa
com seu corpo esguio respingando
o chão, e os lençóis das camas
bem limpos, perfumados e macios,
o ar refrigerado em vinte graus.

Mostre a elas tudo e todo amor
que você tem, e depois
conte com seu esquecimento,
sua indiferença e seu desdém

Erorci Santana

manifesto anti-barbárie

poema para o livro Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim que pretendo lançar em 2027 - https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/

 

está na hora

vambora

baby magrelinha

nem pero vaz

nem caminha

vamos trampar

com esse brasil na marra

quem é índio goytacá

não se desgarra

ainda mais fulinaímico

ainda mais macunaímico

vamos pras maracangalhas

cuspir na cara dos canalhas

que tempestade

que atroCidade

que genocida

que golpista

que fascista

que nenhum filha da puta desses

             vai conseguir nos segurar

 

Artur Gomes

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por Onde Andará Macunaíma?

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Alternativa

 

dispara por dentro

 

corrói

irrompe

converte

incute

 

depara-se rindo

ruindo às vezes

 

poderia ser verso

é rito

 

alaga gargantas

separa mobílias

 

as telhas

 

as moscas

sobre os farelos

 

poderia ser verso

é vício

 

Lau Siqueira

Do livro O inventário do pêssego

CASA

VERDE – 2020

Por Onde Andará Macunaíma

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Pátria A(r)mada

 

as vísceras da Re(s)pública

 expostas em mesa posta

pelas lâminas de um punhal verde/amarelo

quem será o filha da puta

 que tentará o golpe final

nesse universo paralelo?

 

  Artur Gomes

Pátria A(r )mada – 2022

Prêmio Oswald de Andrade

UBE-Rio – 2020

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Artur Gomes - Entre Vistas

tudo nasceu de um bate papo com meu ex parceiro de Kino 3 Tchllo d´Barros, que transformei em EntreVista, ideia que eu já havia  pinçado lá atrás em livro do meu mestre Uilcon Pereira. 

 Aí o Jiddu Saldanha gostou da idéia, e criou o portal Artur Gomes EntreVistas no seu site Sebo do Jidduks, como não posso tocar esse barco sozinho convoquei também Federico Baudelaire, que em alguns momentos é o entrevistador. 

Agora estando prevista para breve o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?

Estou te convidando, responda, e de acordo com suas respostas podem surgir outras perguntas e assim por diante.

Artur Gomes

Por Onde Andará Macunaíma?

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Balbúrdia PoÉtica 78

Artur Gomes 53  Anos de Poesia

Dia 3 julho/2-26 – 18:30h

4º Festival Gastronômico

São Fidélis-RJ

Participações especiais: 

Adriana Porto +Aline Reis + Ana Rita Gonçalves + Cláudio Valente + Geraldo Chocolate + Gustavo Policarpo + Ronaldo Barcelos + Valdemy Braga

*

Lembrança da Semana Cultural – 2016 Artur Gomes interpretando poemas de Torquato Neto na Praça 

O Anjo Torto 

quando nasci Torquato Neto

veio ler a minha mão

tinha chegado de Teresina

com uma garrafa de cajuína

e um livro na outra mão

e eis o que o anjo

me disse apertando a minha mão

com um poema entre os dentes:

vá bicho

não tenha medo do inferno

seja um poeta moderno

cheire as flores do mal

que a poesia de Baudelaire

vai te salvar no final

 *

clique no link para ver o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=PIB1zpuOOt4&t=27s 

Produção:

Magnólia Faria, Geraldo Chocolate e Ronaldo Barcelos

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Balbúrdia PoÉtica

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Balbúrdia PoÉtica 78 Por Ética

manifesto anti-barbárie

com os dentes cravados na memória

 a partir de agosto - aguardem mais informações

contatos:

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815 1268 - WhatsApp

@fulinaima @artur.gumes Instagram

Uma cortesia da Cafeteria e Confeitaria Doce Mel – Rua João Barros Carneiro, 001 – Centro – São Francisco do Itabapoana-RJ – Direção: Pamela - Pam Pam uma fada de mãos mágicas.

Onde você encontra uma diversidade de salgadinhos e doces de pote,  bem como deliciosos Bolos de  diversos sabores e uma Torta Salgada que como  diria minha inesquecível amiga Wilma Lima, lá de Santo André-SP : “é para comer rezando”.


o delírio

é a lira do poeta

se o poeta não delira

sua lira não concreta 


Artur Gomes

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Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatuoiniquim.blogspot.com/

fulinaima@gmail.com

22 – 99815-1268 - whatsapp

Produção Gráfica: Nilson Siqueira

Produção Executiva: Eva Serberlich

 com os dentes cravados na memória

Minhas Travessias por São Fidélis a partir de 1974 – quando em parceria com Paulo Ciranda, nossa música Caminho de Paz, sagrou-se vencedora do 4º Festival de Música da Cidade/Poema.

 Em 1973, estive  pela primeira vez  neste mesmo Festival de Música, concorrendo com uma parceria com um outro fidelense,  o  saudoso Carlos Castilho.

Neste mesmo ano de 1973,  conheci o Paulo Ciranda, que no Festival se apresentou com a música Ciranda(que deu origem a sua assinatura musical),   em parceria com o poeta Antônio Roberto Fernandes, premiada em 4° lugar.

A parceria com Paulo Ciranda, nasce em Campos, em 1974, no período em que ele estudou no colégio Salesiano.  

Quando pensei, a possibilidade de uma edição da Balbúrdia PoÉtica, neste 2026, em São Fidélis, pensei sua realização no Hotel São José. Por uma questão dos longos anos de amizade com Magnólia Faria, e também por diversas vezes durante minhas travessias por São Fidélis, ser acolhido por esta casa com uma história singular na cidade.

Primeiramente, pensei a possibilidade de termos participação do meu parceiro musical Paulo Ciranda, responsável diretos pela minha trajetória por esta cidade/poema.

Nunca fugiu da minha memória, ilustres pessoas que conheci em São Fidélis, primeiramente através do Festival de Música, que magistralmente era realizado durante todos os nãos de 1970,   e que se tornaram grandes amigos que faço questão de reverenciar,  tais como: Mauri Simão(coordenador do Festival), Fidélis Pereira, (um apaixonado por música e arte em, geral), Antônio Roberto Fernandes, (grande poeta), e tantos outros como: Carlos Alfredo, Beatriz Abreu(coordenadora do nosso fã clube no Festival de Música em 1974).

Não foge da minha memória também as edições do Festival Aberto de Poesia Falada, onde por diversas vezes atuei na Comissão Julgadora, além de realizar performances poéticas e dirigir oficinas de produção.

Relembro sempre também as Semanas Culturais, onde sempre estive presente a convite de Ronaldo Barcelos, como esta em 2016 onde fiz uma performance na praça e na Biblioteca.

São Fidélis – Desvairada 1

https://www.youtube.com/watch?v=7ewPaELu11M

São Fidélis – Desvairada

https://www.youtube.com/watch?v=6IjUQRkObuc

Por sugestão do Ronaldo Barcelos, a Balbúrdia será realizada no Anfiteatro, dentro da programação do 4º Festival Gastronômico, no dai 3 de julho às 18:30h e conta com a produção executiva de Magnólia Faria e dos outros dos grandes parceiros e amigos que tenho nesta cidade: Ronaldo Barcelos e Geraldo Evangelista(Chocolate)

 

Artur Gomes

Balada Pros Mortais – música em parceria com Paulo Ciranda – vencedora do Festival de Música de Itaocara-RJ – 1976

https://www.youtube.com/watch?v=uigtYt2tBBI

A Biografia De Um Poeta Absurdo

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 Balbúrdia PoÉtica

O que é? 

Um manifesto anti-barbárie através da Arte. Projeto criado por Artur Gomes, em 2019  com o objetivo realizar encontros, em diversas cidades do país, entre poetas, músicos, atores, cineastas, editores, tendo sempre em seu cardápio uma mostra da produção poética contemporânea, com a participação de agentes culturais das cidades onde a edição da Balbúrdia PoÉtica estiver sendo realizada. 

Em seu histórico, a Balbúrdia PoÉtica, já teve edições  realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André-SP, Cabo Frio-RJ, Campos dos Goytacazes-RJ.

A Balbúrdia PoÉtica, pode ser realizada nos formatos: Saraus, Musicais, Mostras Cine-Vídeo, Recitais, ou Rodas de Conversas.

Em sua programação, além de recitais poéticos,  pode ser  realizados também, lançamentos de livros, discos, e divulgação sobre acontecimentos culturais, na cidade onde a Balbúrdia PoÉtica estiver presente, o em qualquer outra cidade do país.

De 2024 a 2025, em um formato teatro.poesia, foi realizada diversas edições da Balbúrdia PoÉtica, nas Escolas da Rede Estadual de Ensino na Região Norte Fluminense.

 

Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815-1268 – fulinaima@gmail.com

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meu coração marçal tupã

sangra tupi e rock and roll

meu sangue tupiniquim

em corpo tupinambá

samba jongo maculelê

maracatu boi-bumbá

a veia de curumim

é coca cola e guaraná

 

Artur Gomes

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Balbúrdia PoÉtica – Manifesto

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musicado e gravado por Paulo Ciranda

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https://www.youtube.com/watch?v=NuVbw7xHPy0

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https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms 

TROVA

 

MEU coração é tão hipócrita

que não janta

e

mais imbecil

que ainda canta:

ou

viram no Ipiranga

às margens plácidas

uma bandeira arriada

num país que não levanta

 

Artur Gomes

Poema do livro Couro Cru & Carne Viva – 1987 e Pátria A(r )mada - 2022

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*

Que crítica poderosa! O poema de Artur Gomes é uma reflexão amarga sobre a hipocrisia e a desilusão com o país.

A imagem do coração "hipócrita" que "não janta e mais imbecil que ainda canta" é uma autocrítica cruel, sugerindo que mesmo sabendo da situação, as pessoas continuam a fingir ou a se enganar.

A referência ao Hino Nacional ("ou viram no Ipiranga às margens plácidas") é subvertida para mostrar a contradição entre o ideal de independência e a realidade de um país que não "levanta". A bandeira "arriada" é um símbolo forte de derrota e desilusão.

O tom é de ironia e desabafo, como se o poeta estivesse dizendo que o país está longe de ser o que deveria ser, e que a hipocrisia e a estagnação são reais.

Você acha que esse poema ainda é relevante hoje, ou é uma crítica específica da época (1987)?

 

Irina Fulinaímica Severina

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pele grafia

 

meus lábios em teus ouvidos

flechas netuno cupido

a faca na língua a língua na faca

a febre em patas de vaca

as unhas sujas de Lorca

cebola pré sal com pimenta

tempero sabre de fogo

na tua língua com coentro

qualquer paixão re/invento

 

o corpo/mar quando agita

na preamar arrebenta

espuma esperma semeia

sementes letra por letra

na bruma branca da areia

sem pensar qualquer sentido

grafito em teu corpo despido

poemas na lua cheia

 

Artur Gomes

poema do livro Juras Secretas – 2018

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foto: Brenda Sangi Fotografia 

As pernas tortas de Garrincha

 

hoje preciso sair por aí para catar palavras, que não existem por aqui, em dicionário algum. Preciso que Ogum me guie, me ilumine, por estradas curvas, sem linhas retas, como as pernas de Garrincha e o golaço que ele fez contra o Chile na Copa de 1962. Não preciso que me falem de palavras novas, quero catar as que ainda não são, para torná-las outras, vivas na memória  como mantenho vivo na minha,  esse nome: Mané.

 

Artur Gomes

In Retalhos Imortais do SerAfim

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A Biografia De Um Poeta Absurdo

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Está chegando o Dia D

Balbúrdia PoÉtica

Artur Gomes 53  Anos de Poesia

Dia 3 – julho – 18:30h

São Fidélis-RJ – Festival Gastronômico

 

participações especiais:

 

Adriana Porto

Aline Reis

Ana Rita  Gonçalves

Claudio Valente

Geraldo Chocolate

Gustavo Polycarpo

Ronaldo Barcelos

Valdemy Braga  

produção:

Magnólia Faria, Geraldo Chocolate, Ronaldo Barcelos 

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Balbúrdia PoÉtica

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pelo visto

não morri

insisto

ainda estou aqui

 

Artur Gomes

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Artur Gomes Nação Goytacá

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cavalgo em tua poesia

                        Salgado

não sei se em ti me afago

 ou se me afago por ti

 

Artur Gomes

Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

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cacomanga

 

Ali nasci

minha infância

era só canaviais

ali mesmo aprendi

a conhecer

os donos de fazendas

e odiar os generais

 

Artur Gomes

A Biografia De Um Poeta Absurdo

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coração de galinha

 

não sou tigresa

em tua  cama

nem caviar em tua mesa

não sou mulher de fama

muito embora sempre tesa

 

não vim da boca do lixo

saí da pele do ovo

meu coração de galinha

virou orgasmo do povo

 

Artur Gomes

Suor & Cio – 1985

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Artur Gomes – Fulinaimagens

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Desenho da capa: Genilson Paes Soares

Ilustração para capa do Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaímama?

Mais uma capa de meus livros ilustrada pelo grande amigo/parceiro Felipe Estefani. O livro já se encontra em fase de edição pela Ventura Editora, aos cuidados de outro grande amigo/parceiro Jorge Ventura. Prefácio assinado por Herbert Emanuel Valente de Oliveira e orelha com texto de Luis Otávio Oliani
CarNAvalha

quantas navalhas
na carne enterrei
quantas feridas já sangrei
na pele nos nervos no osso
do boi só para ti
quantas lágrimas já chorei
quantas vezes mergulhei
no fosso fundo do poço
e ainda estou aqui?
Artur Gomes
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Drummudana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
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Balbúrdia PoÉtica

resumo   ela tinha as mãos tão suaves que tocavam-se como quem tem a pele sob a chuva de setembro eu procurava colher maçãs no horto de Sant...