ela tinha as mãos tão suaves que tocavam-se como quem tem a pele sob a chuva de setembro eu procurava colher maçãs no horto de Santa Maria Madalena olhava a montanha e lembrava-me de selvagem que fui aos olhos dela enquanto ainda vivia na tapera o meu cavalo deixava na porta da cidade escrevi sobre isso no poema quando o tempo rasgou meu corpo na calçada e trouxe-me folhas de papel em branco.
Artur Gomes
Pátria A( r)mada – Desconcertos 2022
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𝐎 𝐆𝐔𝐀𝐑𝐃𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐏𝐎𝐑𝐓𝐀𝐈𝐒: 𝐒𝐀̃𝐎 𝐏𝐄𝐃𝐑𝐎 𝐄 𝐎 𝐌𝐈𝐒𝐓𝐄́𝐑𝐈𝐎 𝐃𝐀𝐒 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄𝐒
"(...) 𝑒́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑠𝑎𝑚𝑜𝑠: 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑐𝑜𝑚 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑎𝑚𝑝𝑙𝑜𝑠 𝑒 𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑠𝑎̃𝑜. 𝐸́ 𝑖𝑠𝑡𝑜 𝑎𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑢 𝑡𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑓𝑎𝑧𝑒𝑟 𝑝𝑒𝑙𝑜 𝑝𝑎𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒: 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑎́-𝑙𝑜 𝑖𝑛𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑓𝑙𝑢𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑛𝑠𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒. (...) 𝐶𝑒𝑟𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒́ 𝑏𝑒𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑎 𝑐ℎ𝑎𝑛𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑎𝑟 𝑎𝑞𝑢𝑖𝑙𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑎 𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒 𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑏𝑟𝑖𝑟-𝑙ℎ𝑒 𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑠."
— 𝐉𝐮𝐧𝐠, em 𝐂𝐚𝐫𝐭𝐚𝐬 | 𝐕𝐨𝐥𝐮𝐦𝐞 𝐈𝐈𝐈
Se 𝐒𝐚̃𝐨 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 pertence ao fogo rústico
do deserto, 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 habita
um território diferente: o limiar. Ele é o homem das chaves, o guardião dos
portais, a figura mítica colocada na fronteira exata entre o que está guardado
e o que deve ser revelado.
Sua força simbólica reside no mistério da abertura.
Na tradição bíblica, Pedro recebe o poder de ligar e desligar,
de abrir e fechar tanto na terra quanto nos céus. Para a 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐀𝐧𝐚𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐮𝐧𝐠, a chave
não é um mero instrumento de metal; é o símbolo máximo do acesso ao
inconsciente — a coragem de abrir as portas da alma onde escondemos tanto as
nossas sombras quanto os nossos tesouros.
O portador das chaves é aquele que suporta a tensão do limite.
Abrir uma porta exige coragem. Significa permitir que o
desconhecido invada o espaço familiar. Fechar uma porta, por sua vez, exige
sabedoria; é o ato necessário de estabelecer contornos, de proteger o espaço
sagrado interior contra a dispersão do mundo exterior. Jung lembrava que o
processo de individuação é uma constante travessia de portais, onde cada crise
funciona como uma fechadura complexa que exige de nós uma nova postura.
A tradição popular, com sua intuição afiada, celebra Pedro no
auge do inverno. Enquanto a fogueira de São João queima com base circular em
busca de ascensão, a fogueira de São Pedro ergue-se sobre uma base triangular.
A tríade, tão cara a Jung, sugere o primeiro chão firme antes da totalidade.
Três pontos já sustentam uma casa; três vértices já sustentam uma fogueira. É o
alicerce firme necessário para quem precisa sustentar o peso de uma decisão
importante.
Essa autoridade sobre os portais não nasce de uma perfeição
estéril, mas das fraturas de sua própria humanidade. Nos Evangelhos, Pedro é o
homem que, tomado pelo medo, nega o 𝐂𝐫𝐢𝐬𝐭𝐨 por três
vezes diante do fogo do pátio — um confronto direto com a sua própria 𝐒𝐨𝐦𝐛𝐫𝐚. No
entanto, é o Cristo Ressurrecto quem o convida à integração através de uma
tríplice pergunta: "Tu me amas?". Ao responder sim por três vezes,
Pedro não apenas repara sua falha; ele ancora sua consciência. A tripla negação
e a tripla proclamação de amor desenham o movimento pendular da alma humana,
que precisa tocar a própria escuridão para, finalmente, ser capaz de sustentar
a luz e a responsabilidade das chaves.
Pedro, o pescador de homens, conhece as profundezas das águas
e o perigo das tempestades. Ele sabe que a alma humana é um oceano vasto. Suas
chaves cruzadas desenham no ar o encontro das polaridades: o céu e a terra, o
consciente e o inconsciente, o tempo e a eternidade.
Nenhum sistema consegue trancar a vida para sempre.
As chaves de Pedro não servem para aprisionar o homem em
dogmas, mas para libertá-lo de suas próprias prisões mentais. Elas nos lembram
que possuímos, secretamente, o código para acessar dimensões mais profundas de
nós mesmos.
Toda escolha é uma chave que gira.
Toda renúncia é uma porta que se fecha.
Todo despertar é um portal que se abre.
As chaves não são entregues ao perfeito, mas àquele que
conheceu a própria fragilidade e, ainda assim, decidiu amar.
Celebrar São Pedro é compreender que não somos prisioneiros do
destino.
Somos os porteiros da nossa própria luz.
Carregamos o peso e a beleza da nossa própria liberdade. A
chave está em nossas mãos e a saída, claro, é pra dentro de nós mesmos. Sempre.
𝐐𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐬𝐚 | Entre
a ferrugem da 𝐜𝐡𝐚𝐯𝐞 e o
perfume do 𝐦𝐚𝐧𝐣𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚̃𝐨, as tábuas rudes do barco
de 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 nos
recordam um segredo antigo: nem toda fechadura guarda um cárcere. Algumas
protegem a travessia de regresso à alma.
Elenízia Bernardes
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Balbúrdia PoÉtica
XXI
Amigo meu assassinado por ciúmes, foi Geraldo
o que selou seu Alazão quando caia a tardinha,
tomou banho na bica e passou água-de-cheiro.
Trajou calça de cambraia, camisa de linho,
Calçou botas de couro. No pescoço, à moda cigana,
Amarrou lenço vermelho. Mirou e remirou-se no espelho. Afagou o cão e pediu bênção a mãe.
Abençoado, montou todo prosa
e cavalgou ao encontro de Rosa,
não mais que uma légua, uma canção
que, súbito, um estampido interrompeu.
De tocaia, uma bala rasgou-lhe o peito.
Com isso, o noivado foi desfeito.
Erorci Santana
Do livro Maravilta
Alpharrabio Edições – 2001
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Por Onde Andará Macunaíma?
https://arturkabrunco.blogspot.com/
Achei ali no site Blocosonline, da poeta Leila Micolis, este poema que escrevi e publiquei no livro "Maravilta e outros cantares". É pra quem ama os animais e sabem que, dada a diversidade etária, eles vão e a gente fica aqui numa baita saudade de seus folguedos. Toquem na imagem do texto para ampliar o conteúdo.
MOSTRE ÀS MULHERES
Mostre às mulheres tudo que você tem
para ofertar e o que faz em sonho
e na lida cotidiana em homenagem
a elas e a mais ninguém. O quanto
marcha ritmado o seu cavalo campolina,
seu torso malhado e luzidio sob o sol.
Peça que ouçam na madrugada seu galo
de auroras, aquele de garganta extensa
e esganiçada, o de penacho vermelho
(esconda, entretanto, aquele de rinha
e fúria cega, que esporeia os transeuntes
desesperados em fuga à luz do dia).
O quanto a casa é seca e confortável
nas noites de procela e tempestade,
o gesto de ternura à revelia
do instinto, que insiste em ser brutal.
Corte os calos ou reduza a aspereza
de suas mãos para a suavidade
do carinho; afie o seu machado
para o corte célere da lenha pra lareira,
enquanto ruge o vento e avança
o frio antártico. Avelude a voz e apare
as suas unhas, ó ser de trevas,
homem bem homem, isto apenas!
Nos dias muito quentes de verão,
ponha uns baldes de gelo na piscina,
faça um drink com rum da Martinica,
açúcar paulistano e limão siciliano,
um suco de cajá; deixa as toalhas
no caminho em que ela passa
com seu corpo esguio respingando
o chão, e os lençóis das camas
bem limpos, perfumados e macios,
o ar refrigerado em vinte graus.
Mostre a elas tudo e todo amor
que você tem, e depois
conte com seu esquecimento,
sua indiferença e seu desdém
Erorci Santana
manifesto anti-barbárie
poema para o livro Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim que pretendo lançar em 2027 - https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/
está na hora
vambora
baby magrelinha
nem pero vaz
nem caminha
vamos trampar
com esse brasil na marra
quem é índio goytacá
não se desgarra
ainda mais fulinaímico
ainda mais macunaímico
vamos pras maracangalhas
cuspir na cara dos canalhas
que tempestade
que atroCidade
que genocida
que golpista
que fascista
que nenhum filha da puta desses
vai conseguir nos segurar
Artur Gomes
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por Onde Andará Macunaíma?
Alternativa
dispara por dentro
corrói
irrompe
converte
incute
depara-se rindo
ruindo às vezes
poderia ser verso
é rito
alaga gargantas
separa mobílias
as telhas
as moscas
sobre os farelos
poderia ser verso
é vício
Lau Siqueira
Do livro O inventário do pêssego
CASA
VERDE – 2020
Por Onde Andará Macunaíma
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Pátria A(r)mada
as vísceras da Re(s)pública
expostas em mesa posta
pelas lâminas de um punhal verde/amarelo
quem será o filha da puta
que tentará o golpe final
nesse universo paralelo?
Artur Gomes
Pátria A(r )mada – 2022
Prêmio Oswald de Andrade
UBE-Rio – 2020
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tudo nasceu de um bate papo com meu ex parceiro de Kino 3 Tchllo d´Barros, que transformei em EntreVista, ideia que eu já havia pinçado lá atrás em livro do meu mestre Uilcon Pereira.
Aí o Jiddu Saldanha gostou da idéia, e criou o portal Artur Gomes EntreVistas no seu site Sebo do Jidduks, como não posso tocar esse barco sozinho convoquei também Federico Baudelaire, que em alguns momentos é o entrevistador.
Agora estando prevista para breve o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
Estou te convidando, responda, e de acordo com suas respostas podem surgir outras perguntas e assim por diante.
Artur Gomes
Por Onde Andará Macunaíma?
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Artur Gomes 53 Anos de Poesia
Dia 3 julho/2-26 – 18:30h
4º Festival Gastronômico
São Fidélis-RJ
*
Participações especiais:
Adriana Porto +Aline Reis + Ana Rita Gonçalves + Cláudio Valente + Geraldo Chocolate + Gustavo Policarpo + Ronaldo Barcelos + Valdemy Braga
*
Lembrança da Semana Cultural – 2016 Artur Gomes interpretando poemas de Torquato Neto na Praça
O Anjo Torto
quando nasci Torquato Neto
veio ler a minha mão
tinha chegado de Teresina
com uma garrafa de cajuína
e um livro na outra mão
e eis o que o anjo
me disse apertando a minha mão
com um poema entre os dentes:
vá bicho
não tenha medo do inferno
seja um poeta moderno
cheire as flores do mal
que a poesia de Baudelaire
vai te salvar no final
*
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=PIB1zpuOOt4&t=27s
Produção:
Magnólia Faria, Geraldo Chocolate e Ronaldo Barcelos
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Balbúrdia PoÉtica
Balbúrdia PoÉtica 78 Por Ética
manifesto anti-barbárie
com os dentes cravados na memória
a partir de agosto - aguardem mais informações
contatos:
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815 1268 - WhatsApp
@fulinaima @artur.gumes Instagram
Uma cortesia da Cafeteria e Confeitaria Doce Mel – Rua João Barros Carneiro, 001 – Centro – São Francisco do Itabapoana-RJ – Direção: Pamela - Pam Pam uma fada de mãos mágicas.
Onde você encontra uma diversidade de salgadinhos e doces de pote, bem como deliciosos Bolos de diversos sabores e uma Torta Salgada que como diria minha inesquecível amiga Wilma Lima, lá de Santo André-SP : “é para comer rezando”.
o delírio
é a lira do poeta
se o poeta não delira
sua lira não concreta
Artur Gomes
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Balbúrdia PoÉtica
https://fulinaimatuoiniquim.blogspot.com/
22 – 99815-1268 - whatsapp
Produção Gráfica: Nilson Siqueira
Produção Executiva: Eva Serberlich
com os dentes cravados na memória
Minhas Travessias por São Fidélis a partir de 1974 – quando em parceria com Paulo Ciranda, nossa música Caminho de Paz, sagrou-se vencedora do 4º Festival de Música da Cidade/Poema.
Em 1973, estive pela primeira vez neste mesmo Festival de Música, concorrendo com uma parceria com um outro fidelense, o saudoso Carlos Castilho.
Neste mesmo ano de 1973, conheci o Paulo Ciranda, que no Festival se apresentou com a música Ciranda(que deu origem a sua assinatura musical), em parceria com o poeta Antônio Roberto Fernandes, premiada em 4° lugar.
A parceria com Paulo Ciranda, nasce em Campos, em 1974, no período em que ele estudou no colégio Salesiano.
Quando pensei, a possibilidade de uma edição da Balbúrdia PoÉtica, neste 2026, em São Fidélis, pensei sua realização no Hotel São José. Por uma questão dos longos anos de amizade com Magnólia Faria, e também por diversas vezes durante minhas travessias por São Fidélis, ser acolhido por esta casa com uma história singular na cidade.
Primeiramente, pensei a possibilidade de termos participação do meu parceiro musical Paulo Ciranda, responsável diretos pela minha trajetória por esta cidade/poema.
Nunca fugiu da minha memória, ilustres pessoas que conheci em São Fidélis, primeiramente através do Festival de Música, que magistralmente era realizado durante todos os nãos de 1970, e que se tornaram grandes amigos que faço questão de reverenciar, tais como: Mauri Simão(coordenador do Festival), Fidélis Pereira, (um apaixonado por música e arte em, geral), Antônio Roberto Fernandes, (grande poeta), e tantos outros como: Carlos Alfredo, Beatriz Abreu(coordenadora do nosso fã clube no Festival de Música em 1974).
Não foge da minha memória também as edições do Festival Aberto de Poesia Falada, onde por diversas vezes atuei na Comissão Julgadora, além de realizar performances poéticas e dirigir oficinas de produção.
Relembro sempre também as Semanas Culturais, onde sempre estive presente a convite de Ronaldo Barcelos, como esta em 2016 onde fiz uma performance na praça e na Biblioteca.
São Fidélis – Desvairada 1
https://www.youtube.com/watch?v=7ewPaELu11M
São Fidélis – Desvairada
https://www.youtube.com/watch?v=6IjUQRkObuc
Por sugestão do Ronaldo Barcelos, a Balbúrdia será realizada no Anfiteatro, dentro da programação do 4º Festival Gastronômico, no dai 3 de julho às 18:30h e conta com a produção executiva de Magnólia Faria e dos outros dos grandes parceiros e amigos que tenho nesta cidade: Ronaldo Barcelos e Geraldo Evangelista(Chocolate)
Artur Gomes
Balada Pros Mortais – música em parceria com Paulo Ciranda – vencedora do Festival de Música de Itaocara-RJ – 1976
https://www.youtube.com/watch?v=uigtYt2tBBI
A Biografia De Um Poeta Absurdo
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https://fulinaimargem.blogspot.com/
Balbúrdia PoÉtica
O que é?
Um manifesto anti-barbárie através da Arte. Projeto criado por Artur Gomes, em 2019 com o objetivo realizar encontros, em diversas cidades do país, entre poetas, músicos, atores, cineastas, editores, tendo sempre em seu cardápio uma mostra da produção poética contemporânea, com a participação de agentes culturais das cidades onde a edição da Balbúrdia PoÉtica estiver sendo realizada.
Em seu histórico, a Balbúrdia PoÉtica, já teve edições realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André-SP, Cabo Frio-RJ, Campos dos Goytacazes-RJ.
A Balbúrdia PoÉtica, pode ser realizada nos formatos: Saraus, Musicais, Mostras Cine-Vídeo, Recitais, ou Rodas de Conversas.
Em sua programação, além de recitais poéticos, pode ser realizados também, lançamentos de livros, discos, e divulgação sobre acontecimentos culturais, na cidade onde a Balbúrdia PoÉtica estiver presente, o em qualquer outra cidade do país.
De 2024 a 2025, em um formato teatro.poesia, foi realizada diversas edições da Balbúrdia PoÉtica, nas Escolas da Rede Estadual de Ensino na Região Norte Fluminense.
Artur Gomes
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – fulinaima@gmail.com
@fulinaima @artur.gumes – instagram
www.fulinaimargem.blogspot.com
meu coração marçal tupã
sangra tupi e rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi-bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná
Artur Gomes
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Balbúrdia PoÉtica – Manifesto
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musicado e gravado por Paulo Ciranda
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https://www.youtube.com/watch?v=NuVbw7xHPy0
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TROVA
MEU coração é tão hipócrita
que não janta
e
mais imbecil
que ainda canta:
ou
viram no Ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta
Artur Gomes
Poema do livro Couro Cru & Carne Viva – 1987 e Pátria A(r )mada - 2022
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https://fulinaimagens.blogspot.com/
*
A imagem do coração "hipócrita" que "não janta e mais imbecil que ainda canta" é uma autocrítica cruel, sugerindo que mesmo sabendo da situação, as pessoas continuam a fingir ou a se enganar.
A referência ao Hino Nacional ("ou viram no Ipiranga às margens plácidas") é subvertida para mostrar a contradição entre o ideal de independência e a realidade de um país que não "levanta". A bandeira "arriada" é um símbolo forte de derrota e desilusão.
O tom é de ironia e desabafo, como se o poeta estivesse dizendo que o país está longe de ser o que deveria ser, e que a hipocrisia e a estagnação são reais.
Você acha que esse poema ainda é relevante hoje, ou é uma crítica específica da época (1987)?
Irina Fulinaímica Severina
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pele grafia
meus lábios em teus ouvidos
flechas netuno cupido
a faca na língua a língua na faca
a febre em patas de vaca
as unhas sujas de Lorca
cebola pré sal com pimenta
tempero sabre de fogo
na tua língua com coentro
qualquer paixão re/invento
o corpo/mar quando agita
na preamar arrebenta
espuma esperma semeia
sementes letra por letra
na bruma branca da areia
sem pensar qualquer sentido
grafito em teu corpo despido
poemas na lua cheia
Artur Gomes
poema do livro Juras Secretas – 2018
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foto: Brenda Sangi Fotografia
As pernas tortas de Garrincha
hoje preciso sair por aí para catar palavras, que não existem por aqui, em dicionário algum. Preciso que Ogum me guie, me ilumine, por estradas curvas, sem linhas retas, como as pernas de Garrincha e o golaço que ele fez contra o Chile na Copa de 1962. Não preciso que me falem de palavras novas, quero catar as que ainda não são, para torná-las outras, vivas na memória como mantenho vivo na minha, esse nome: Mané.
Artur Gomes
In Retalhos Imortais do SerAfim
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A Biografia De Um Poeta Absurdo
Está chegando o Dia D
Balbúrdia PoÉtica
Artur Gomes 53 Anos de Poesia
Dia 3 – julho – 18:30h
São Fidélis-RJ – Festival Gastronômico
participações especiais:
Adriana Porto
Aline Reis
Ana Rita Gonçalves
Claudio Valente
Geraldo Chocolate
Gustavo Polycarpo
Ronaldo Barcelos
Valdemy Braga
produção:
Magnólia Faria, Geraldo Chocolate, Ronaldo Barcelos
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Balbúrdia PoÉtica
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pelo visto
não morri
insisto
ainda estou aqui
Artur Gomes
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Artur Gomes Nação Goytacá
cavalgo em tua poesia
Salgado
não sei se em ti me afago
ou se me afago por ti
Artur Gomes
Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim
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cacomanga
Ali nasci
minha infância
era só canaviais
ali mesmo aprendi
a conhecer
os donos de fazendas
e odiar os generais
Artur Gomes
A Biografia De Um Poeta Absurdo
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coração de galinha
não sou tigresa
em tua cama
nem caviar em tua mesa
não sou mulher de fama
muito embora sempre tesa
não vim da boca do lixo
saí da pele do ovo
meu coração de galinha
virou orgasmo do povo
Artur Gomes
Suor & Cio – 1985
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Artur Gomes – Fulinaimagens
https://fulinaimagens.blogspot.com/
Desenho da capa: Genilson Paes Soares
Ilustração para capa do Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaímama?
Mais uma capa de meus livros ilustrada pelo grande amigo/parceiro Felipe
Estefani. O livro já se encontra em fase de edição pela Ventura Editora, aos
cuidados de outro grande amigo/parceiro Jorge Ventura. Prefácio assinado por Herbert
Emanuel Valente de Oliveira e orelha com texto de Luis Otávio Oliani
CarNAvalha
quantas navalhas
na carne enterrei
quantas feridas já sangrei
na pele nos nervos no osso
do boi só para ti
quantas lágrimas já chorei
quantas vezes mergulhei
no fosso fundo do poço
e ainda estou aqui?
Artur Gomes
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Drummudana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
https://uilconpereira.blogspot.com/








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