sábado, 26 de agosto de 2023

OcupAção Poética

 

Mostra Visual de Poesia Brasileira

Muito em breve Ocupação Poética no Palácio da Cultura – Campos dos Goytacazes-RJ


OFÍCIO ESQUISITO

 

hoje acordei meio Bandeira

com a sombra da Derradeira

cutucando as minhas costas

não é o delírio que me apavora

é o agora!

são os planos, o olhar pra frente

e ao mesmo tempo a memória

a impulsividade por dentro

ainda me controla

são pensamentos se debatendo

por um rápido momento

malditos 15 minutos...

me inflamam!

o que me salva

ou me armadilha em precipício

me mantém cada vez mais vivo:

o embate literário em busca

de um motivo pra tudo isso

eu me alimento dos riscos!

vou rasgar a noite embriagado em palavras

sacudir minha alma inquieta

afogar meus excessos

violentar minha máquina

 

Marcelo Perez



sábado, 12 de agosto de 2023

Coletivo Macunaíma de Cultura

Casarão 129 – Coletivo Macunaíma de Cultura

 Casarão 129 é um Espaço Eco Arte e Associação de Fazedores de Cultura. Muito em breve nele uma Biblioteca Comunitária, Oficinas de Teatro – Cenografia, Confecções de Máscaras e Cabeças + Feiras de Arte Cultura + Virada Cultural

 Se você quer ver Campos pulsando cultura novamente venha com a gente 

 Rua Dr. Matos, 129 - Parque Leopoldina - Campos dos Goytacazes-RJ

Casarão 129 – página no face

https://www.facebook.com/profile.php?id=100063594906024

 Artur Gomes

https://fulinaimagens.blogspot.com/

Coletivo Macunaíma de Cultura Blog

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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Artur Gomes - 50 Anos de Poesia

Os Tortos Tecem Considerações

Artur Gomes – 50 Anos de Poesia

Uma Trajetória Multilinguagens

Dias 18, 29 e 20 – 20h

Teatro de Bolso

 

Elenco:

Saullo Oliveira, Gabrielle Almeida, Adriano Moura, Brenda Federici, Paulo Victor Santana, Ique Frias, Gustavo Rangel, Matheus Nicolau, Reubes Pess, Taiane Santos, Cristiano Peixoto Maciel, Nakamura, Zabu e Ancorano e Paulo Vela

 Jura Secreta 43

                  veraCidade

 

por quê trancar as portas

tentar proibir as entradas

se já habito os teus cinco sentidos

e as janelas estão escancaradas ?

 

um beija flor risca no espaço

algumas letras de um alfabeto grego

signo de comunicação indecifrável

 

eu tenho fome de terra

e esse asfalto sob a sola dos meus pés

agulha nos meus dedos

 

quando piso na Augusta

o poema dá um tapa na cara da Paulista

flutuar na zona do perigo

entre o real e o imaginário

João Guimarães Rosa

Caio Prado

Martins Fontes

um bacanal de ruas tortas

 

eu não sou flor que se cheire

nem mofo de língua morta

o correto deixei na Cacomanga

matagal onde nasci

 

com os seus dentes de concreto

São Paulo é quem me devora

e selvagem devolvo a dentada

na carne da rua Aurora

 

Artur Gomes

do livro Juras Secretas

Editora Penalux - 2018

imagem: Felipe Stefani


 

          Apoio:

www.radiocaiana.com.br



Produção e Direção:

 Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 – whatsapp

@fulinaia @artur.gumes

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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Gran Circus das Minas

 

Gran Circus Maravilha das Minas

 Com a chegada do Gran Circus Marvilha das Minas em Campos dos Goytacazes-RJ, algumas novidades serão incorporadas na programação do Sarau Cultural – As Multilinguagens no Museu, a partir da sua 5ª Edição dia 28 de julho no Museu Histórico de Campos.

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Commedia dell´Arte influenciou a forma como a sátira e a comédia são encenadas até os dias atuais. Este gênero de teatro foi criado na metade do século XV, na Itália. Ela vai se tornar popular na região até meados do século XVIII quando seu estilo cai em decadência e é substituído por outro gênero mais melancólico.

As encenações da commedia dell´arte eram improvisadas a partir de um texto chamado de canovaccio e suas apresentações era feitas em carroças que serviam como palco e também como meio de transporte dos atores, os quais durante a cena tinham total liberdade de interagir com o público.

O gênero explorado era o cômico onde de forma irônica militares, negociantes, banqueiros, nobres e pessoas do alto clero eram ridicularizadas durante a apresentação. Sua principal função era a de entreter a população através da improvisação, música, acrobacias, danças.

Cada ator estudava e se especializava em determinado personagem e o encenava sempre, similar ao que acontece atualmente com os atores palhaços, característica que também foi levada ao cinema sendo um dos exemplos mais conhecidos Charles Chaplin.

As companhias eram itinerantes e possuíam uma estrutura de esquema familiar, parecido atualmente com a estrutura dos integrantes de circo

Casarão 129 é um Espaço Eco Arte e Associação de Fazedores de Cultura. Muito em breve nele uma Biblioteca Comunitária e Oficinas de  Teatro – Cenografia e Confecções de Máscaras e Cabeças.

 Rua Dr. Matos, 129 – Parque Leopoldina – Campso dos Goytacazes-RJ

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Lady Macabra Nikita

A Rainha da Ala das Vampiras, chegou com o Gran Circus das Minas para a

a Mocidade Independente de Padre Olivácio - A Escola de Samba Oculta no Inconsciente Coletivo

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Artur Gomes - O Boi-Pintadinho

  

 O Boi-Pintadinho

E

lá vai o boi

com teus olhos tristes

feito mãe cansada

das estradas da vida,

vai carregando dor nos olhos,

cabisbaixo,

com medo de levantá-los

e ser o primeiro

a enfrentar a faca

ou quem sabe a forca.

 

Lá vai o boi de arado

boi de carro

boi de carga

boi de carca

boi de canga

boi de corda

boi de prado.

 

Boi preto

boi branco

lá v ai o boi-pintadinho

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar,

se o povo não te cantou

é porque não sabe cantar!

 

Lá vai o boi

na tua consciência

triste e solitária

olhando os que passam

com medo de levantar a voz

e colocar o teu mugido

na consciência dos outros

 

Lá vai o boi

no teu passo manso,

dança na contra-dança

com certeza que esperança

é muito mais aquilo

que já te foi predestinado

lá vai o boi-pintadinho...

 

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar

se o povo não te cantou

é porque não sabe cantar!

 

Lá vai o boi

boi Antônio

boi Joana

boi Maria

boi João

boi Thiago

boi Ferreira

boi Drummond

e boi Bandeira

e tantos outros bois

que conheci

por este país afora...

que sabendo ou não sabendo

cada boi tem sua hora

 

lá vai o boi

tranquilamente manso

no teu equilíbrio manco

que me inspira e desespera

vai para o cofre

ele sabe disso

vai para o açougue

ele sabe disso

vai pra balança

e nem parece equilibrista

mas já conhece o seu destino

 

lá vai o boi-pintadinho...

 

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar

se o povo não te cantou

a minha história vai contar!

 

E lá vai o boi

atravessando ferrovias

nos vagões a ferro

vai carregado

de marcas pelo corpo

e agonia pela alma

lá vai o boi pintadinho

 

levanta, meu boi levanta

tenha mais fé e menos calma

levanta meu boi de carga

boi de canga boi de corte

boi que nasce pra vida

e a gente engorda pra morte

 

Artur Gomes

O Boi-Pintadinho – 1981

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sexta-feira, 9 de junho de 2023

Alguma Poesia

  

ALGUMA POESIA

não. não bastaria a poesia deste bonde que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador

aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.

 

Artur Gomes

Couro Curu & Carne Viva – 1987

Pátria A(r)mada - 2022

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Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...