quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

fulinaimanicamente

A Calista,

 

tb conhecida como

podóloga

resolveu dar um trato, um troco

no meu d’estimação

aplicando-me um Do In

Antropológico que aprendeu

com Gil quando era ministro da Cultura

um shiatsu da muralha da China

meus pés de bailarina mandarim

de craque batedor de pênalti

de tiro de meta

o pisar macio e o equilíbrio

entre a bola e a trave

artesã de articulações

por baixo do dedão

não suportava mais pisar no calo espeto de faqui

no momento de bater pênalti

seguido de um shiatsu chinês

uma limpeza caprichada

na muralha da China

tirando fora o falso capricho

deixando o pé de bailarina

no craque dono do chute

potente certeiro na hora de marcar o gol

 

Luís Turiba

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DECLARO-ME EM CARNAVAL

Luis Turiba,

 

carnaval está por uma esquina

uma poeirinha de alegria

prova dos noves

uma menina virgem

um santo barroco

: uma vaga entusiástica

uma cruz suástica

um cheiro de lança argentina

um dasativo aluminático

uma freada frenêtica

pipoca saindo do forno

ó xente!!?

segure o seu reggea

m'e segura queu vou dar um troço

Waly Sailormoon

o Rei da Folia Árabe de Jequié

Jequié ou não é?!

garota vc é uma gostosura

foi proibida pela censura...

corre-corre lambretinha pela estrada além

entre tantos embalos

na frente está Adão cantando frevo, puxando o trio

com sua sunguinha de crochê

lembrando Gabeira no seu delírio do desbunde

Antônio Risério irá escrever sobre os Beatles atravessando a faixa de pedestres  Abbey Road

E Artur em Campos floridos de Lucy and Ski off diamantes

sacudindo a massaroca

caldo que se toma frio

na Cinelândia carioca

Groêlândia de numa temperatura que um dia será de todo planeta pedra-de-gelo 

FIM

 

Luis Turiba

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Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

João Cabral de Melo Neto

Clique no link para ver o vídeo com Lirinha interpretando fragmentos dessa obr/prima.
https://www.youtube.com/watch?v=42SSxH3wSsU&list=RD42SSxH3wSsU&start_radio=1

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FULINAIMANICAMENTE
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                cada lugar na sua coisa

 

Um livro de poesia na gaveta
Não adianta nada
Lugar de poesia é na calçada
Lugar de quadro é na exposição

Lugar de música é no rádio
Ator se vê no palco e na televisão
O peixe é no mar
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Lugar de samba-enredo é no asfalto

Aonde vai o pé, arrasta o salto
Lugar de samba-enredo é no asfalto
Aonde a pé vai, se gasta a sola
Lugar de samba-enredo é na escola

 

Sérgio Sampaio

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Eu Quero è Bota Meu Bloco Na Rua

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Fulinaíma MultiProjetos

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Retalhos Imortais do SerAfim : Oswald de Andrade Nada Sabia de MIM

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Blackbird

 

Um pássaro sonâmbulo

voando na chuva

trazendo no bico

um relâmpago.

Tem pressa

de atravessar a madrugada.

Sabe que só existe dentro do meu sonho.

Ele bica a minha pálpebra

e eu acordo assustada

 

Kalu Coelho

poema do livro – O silêncio é a música mais antiga do mundo

Patuá - 2025


Velha Amiga

Chego a ti com as mãos sujas de terra,
com sulcos onde a chuva se fez rio.
O coração um mapa de caminhos
desgastados,
linhas que cruzam a pele como letras
apagadas.

Nas palmas,
o cheiro do humo,
o calor remoto das sementes enterradas.
Respiro o barro, sinto a vida pulsar
sob as unhas.

Mas a língua… ah, a língua pesa
como pedra lavada pelo mar.
Uma língua que já nomeou deuses
e agora tropeça no pó.
Cala-se nos refrãos de um Ícaro,
nas asas queimadas,
no voo que se tornou memória
de sol.

Dói.

Mas aqui estás tu,
poesia velha amiga,
a enlaçar-me os pulsos com fios de luz,
a desenterrar de mim
um amor antigo e feroz,
um gesto que não finda,
uma assinatura no ar:
Amor

És o toque que não se apaga na pele,
o sopro que move a cinza,
e faz do fogo,
outra vez,
chama.

És o que fica quando o mito cai,
quando o corpo, cansado,
ainda se abre
como um campo ao amanhecer.

E quem lê,
que sinta nas entranhas
este rumor de raízes,
este grito mudo de paixão,
esta força que não se diz
se vive.

Como Homero,
navego nos abismos do sentir,
e como mulher ,
assino o instante
com um riso,
com um verso,
com a coragem de quem sabe
que a queda
também é um verso
do poema.

Alessandra Del’Agnese

@destacar

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A decepção trava na garganta.
Não escorre.
Não sai.

Fica ali,
resto duro
que o corpo aprende a ignorar
pra não enlouquecer antes do fim.

A cidade mastiga gente
com a boca aberta.
Cospe rotina.
Engole nomes.

Promessas usadas demais
perdem o gosto
e grudam nos dentes
feito gordura fria.

Os gestos se repetem
até perderem o dono.
Cumprimentos automáticos.
Olhos desviando
antes da colisão.

A voz viola a ordem respirável.
Raspa a cartilha de afagos,
essa pedagogia do fingimento
onde o afeto vem medido
e o erro recebe perdão técnico.

Corpos circulam
carregando histórias ocas,
frases emprestadas,
orgulho comprado a prazo.

O riso cai no meio da paroxítona.

O erro age por expediente.
Chega cedo.
Bate ponto.
Aprende a não fazer barulho.

Ninguém se escandaliza.
Funciona.

O cansaço não vem do muito,
vem do transbordo opaco
do que não anda
nem apodrece direito.

Essa coisa em vigília
não dorme na linguagem...
arranha o dia
roça o limite
recusa o conforto das versões aceitas.

O nó aprende resistência.
Deixa de ferir, ocupa.

A decepção sustenta a própria decomposição,
em pé,
por inércia...

à margem da língua e da mentira.

Simone Bacelar
 

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o delírio

é a lira do poeta

se o poeta não delira

sua lira não concreta

meu beijo em tua boca

minha lírica (in)direta

 

Irina Serafina

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Para Paulinho Moura

 

na foto,

o violão

repousa entre

tuas pernas

como quem conhece

o lugar exato

do silêncio

um silêncio tumultuado

 

a roda gira

risos

copos

dedos calejados

mas teus

acordes

me puxam

pelo fio

invisível

da escuta

 

não é o som

apenas

é o gesto

o corpo

inclinado

como algo

que vibra

contra ti

para mim

tipo um jeito

de dominar

o tempo

sem pedir licença

 

fico à margem

da música

de você

e, ainda assim,

sou tomada

num desejo

quase inútil

útil

distância

 

teu dedilhar

me percorre

como promessa que

não se anuncia

sedução mansa

dessas que

não tocam

ainda

mas ficam

 

o violão

entre tuas pernas

não é instrumento

é provocação

apoiada no colo

 

a roda

de música

finge distração

mas teu corpo

bem sabe

que cada acorde

abre espaço

cada pausa

me chama mais perto

 

teus dedos

escorrem pelas cordas

com a intimidade

de quem toca

a minha pele

sem pedir permissão

 

e eu, imaginando

sentada à frente

imaginando

aprender o som

pelo lugar exato

onde ele vibra em mim

 

eu, aí

próxima a ti

não olharia teus olhos

olharia

o movimento lento

o encaixe perfeito

a música (re) nascendo

entre violão

coxas

desejo

 

o violão geme baixinho

e eu também

por dentro

 

e quando

a canção termina

fica no ar

essa (in)certeza indecente

que não foi

só a música

que passou

por nós.

 

Mônica Braga

Poeta

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porrada lírica

 

é quando minha língua

bem satírica

beija tua boca do inferno

dessa terra com veneno

de manhã visto meu terno

e tomo esse café pequeno

que muitas mãos negras

colheram nos cafezais

de minas ou espírito santo

mais o que sobra para essas mãos

no entanto

não dá nem para o café

de fome ainda morrem

e outros  engolem o pranto

 

Rúbia Querubim

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Nosso poema em homenagem ao aniversário de São Paulo,

"TEMPO DOS BANDEIRANTES"

Raquel Naveira

Vai longe o tempo dos bandeirantes,

Das aventuras,

Das destemidas entradas,

Dos combates ferozes.

Não existiam caminhos:

Golpes afiados dilaceravam a vegetação,

Derrubavam feras,

Mundo selvagem

Onde a natureza pune

E o inimigo mata,

Uma luta a cada palmo,

Era preciso avançar

Pela rota aberta.

São Paulo:

Ruas de terra batida,

Gritos,

Alaridos,

Choro,

Ordens de comando,

Mais uma partida.

Homens encouraçados

Levavam arcabuzes,

Escopetas,

Machados,

Cunhas,

Foices e facões;

No ar de chumbo,

Um cheiro de pólvora

E o tinir das pesadas correntes,

Argolas de ferro

Para os pés dos escravizados.

(Escravidão...

Triste realidade

De todas as épocas?)

Vai longe o tempo dos bandeirantes...

Fronteiras desabavam,

A febre do ouro se alastrava,

Os arraiais viravam pousadas,

Povoados,

Cidades.

O céu escurecia

Com nuvens de flechas,

Jesuítas,

Com roupas manchadas de sangue e lama,

Fugiam do adversário implacável

E sem alma.

Vai longe o tempo dos bandeirantes,

Da arrancada audaz,

Da sede por pedras preciosas:

Rubis, esmeraldas, cornalinas,

Transmutadas e translúcidas,

Luminosas,

Legítimas,

Ligadas à água e ao fogo,

Úmidas,

Palpáveis,

Reverberando nas minas.

Lá estavam elas:

No seu lugar,

Na sua ordem própria e firme

De joias finas.

Vai longe o tempo dos bandeirantes,

Da tenacidade humana,

Das viagens sem limites,

Dos grandes feitos

Daqueles que regressavam como farrapos,

Com passos indecisos

E cabelos cor-do-tempo,

Esqueletos

Cobertos de cansaço.

Vai longe aquele tempo...

E bem agora

Chego a terras bandeirantes;

De precioso, apenas a pedra estável

Da minha fé.

 

Raquel Naveira

Estou aqui, em frente ao Monumento às Bandeiras, obra executada por Victor Brecheret, instalado no Ibirapuera, representando as raças que participaram das bandeiras: brancos, índios, negros e mamelucos, todos numa união de forças para carregar a canoa das monções.

Viva o 25 de janeiro!

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 fulinaimanicamente falando

voz digo : Itabira

a nossa senhora da conceição

do mato dentro me engoliu

inteiro como uma sucuri

quando engole um boi

à beira do amazonas

ontem me perdi na zona

com Maria Antonieta

voltamos  de bicicleta

não passa uber por aqui

nas madrugadas nem fomos de táxi

porque também não tem

iluminação pública inexiste

nos salvou da escuridão

um bando de vagalumes boêmios

com suas lanternas sob as asas

 

Federico Baudelaire

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*

Que delícia de texto!  Federico mistura elementos da natureza, da cultura e da vida noturna de uma forma surreal e poética.

A imagem de Itabira como uma "sucuri que engole um boi" é poderosa e sugere uma cidade que absorve as pessoas, talvez de forma intensa e avassaladora. A menção a Maria Antonieta e a volta de bicicleta pela "zona" (provavelmente uma área boêmia) cria um clima de aventura e liberdade.

A ausência de Uber táxi, e a falta de iluminação pública, contrasta com a salvação trazida pelos "vagalumes boêmios com suas lanternas sob as asas", que pode ser interpretada como a poesia, a arte ou a própria imaginação salvando as pessoas da escuridão.

Federico Baudelaire é um pseudônimo interessante, misturando referências a Federico García Lorca e Charles Baudelaire, ambos poetas que exploraram temas de amor, morte e a condição humana.

O que você acha que os "vagalumes boêmios" representam nesse contexto? Ou é mais uma imagem poética para criar um clima?

Irina Fulinaímica

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 Manhuaçu/Sacramento

 

fosse pássaro

onde voa o pensamento

Manhuaçu/Sacramento

entre as montanhas de Minas

as flores dos cafezais

os olhos dessas meninas

que esquecerei jamais

 

fosse pássaro

onde pousa o juramento

o poema um dado secreto

um nome que ainda não tem

fosse terra mato concreto

abstrata carne de festa

dentro da virgem floresta

onde os deuses cantam além

 

Artur Gomes

Artur Gomes - FotoGrafia

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*

Que imagem e poema incríveis!  A foto captura uma jovem com uma câmera, simbolizando a busca pela arte e pela expressão pessoal. O poema de Artur Gomes é uma mistura de natureza, memória e poesia, conectando lugares como Manhuaçu/Sacramento com sentimentos e experiências profundas.

A referência a "Manhuaçu/Sacramento" e às "montanhas de Minas" evoca a beleza natural do interior de Minas Gerais, enquanto "os olhos dessas meninas que esquecerei jamais" sugere uma conexão emocional forte com pessoas e lugares.

O poema também brinca com ideias de transformação ("fosse pássaro onde voa o pensamento") e de segredo ("um dado secreto um nome que ainda não tem"), mostrando a complexidade da experiência humana e da arte.

Você acha que a fotografia, como na imagem, pode ser uma forma de poesia visual, capturando momentos e sentimentos de maneira semelhante à escrita de poemas?

Irina Fulinaímica

*

Aline

 

 dona do sacramento

mata minha fome

 fiz um juramento

de em nenhum momento

deixar de pecar em teu nome

 

Artur Gomes

 

Que verso intenso e apaixonado! A declaração de amor e desejo em "Aline dona do sacramento" é quase uma oração, um juramento de entrega e paixão. A imagem de "mata minha fome" sugere uma necessidade profunda, quase vital, de estar com Aline.

A parte "fiz um juramento de em nenhum momento deixar de pecar em teu nome" é uma confissão ousada, como se o amor por Aline fosse um pecado delicioso e valesse a pena ser cometido.

Esse verso parece ser uma expressão de amor intenso, quase transgressor, onde o "pecar em teu nome" é uma forma de louvar a paixão e a entrega a Aline.

Você acha que esse tipo de expressão de amor, quase como um "pecado sagrado", é comum na poesia brasileira, ou é mais uma característica particular desse poema de Artur Gomes?

Irina Fulinaímica

* 

Eu pecador me confesso: em 2011 fui convidado para o projeto Circuito Cultural de Arte Entre Povos, para fazer performances e dirigir uma Oficina de Produção  Cine Vídeo Poesia. O profano par mim é muito mais que sagragado.

Percorremos 13 cidades, pelo Estado do Rio de Janeiro, Minas Geraes e Espírito Santo. Em cada uma dessas cidade percorridas, a poesia foi sendo criada de acordo com as vivências experimentais em cada uma delas. Em Manhuassu/Sacramento cidade de Minas Geraes, a Oficina de Produção Cine Vídeo Poesia,  teve a presença de Aline, uma jovem fotógrafa que me desconcertou corpo e alma. Durante a realização da Oficina reviramos Manhuassu/Sacramento de pés a cabeça, e o resultado poético não poderia ser outro 

Artur Gomes

*

Que história incrível! Você foi parte de um projeto cultural incrível, o Circuito Cultural de Arte Entre Povos, levando poesia, performance e oficina para 13 cidades em três estados. E em Manhuaçu/Sacramento, Minas Gerais, a poesia encontrou Aline, uma jovem fotógrafa que te "desconcertou corpo e alma".

A forma como você descreve a experiência é quase como um encontro mágico, onde a poesia foi criada a partir das vivências e experimentações em cada cidade. A presença de Aline parece ter sido um ponto alto dessa jornada, inspirando criações e mexendo com você de uma forma profunda. 

A frase "O profano par mim é muito mais que sagrado" é uma chave para entender como você vê a arte e a poesia: como algo que transcende o cotidiano e toca o âmago das coisas.

Você acha que experiências como essa, de criar poesia e arte em movimento, em contato com pessoas e lugares, são fundamentais para a criação artística?

Irina Fulinaímica

*

distante teresina

 

numa tarde de dezembro não era apenas cajuína numa triste e distante teresina EuGênio MallarMè tinha entre as mãos os seios de Clarice, enquanto Jommard Muniz de Brito tecia suas palavras nos tecidos sobre a pele, na poesia experimental Torquato  dentro, 10 de dezembro de 1994 a Mostra Visual de Poesia Brasileira em teresina colocando fogo na fornalha enquanto Federico Baudelaire afiava mais uma vez a carNAvalha logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim.

 

Artur Gomes

*

Obs.: esse poema ele escreveu logo depois que soubemos no mercado da morte de Tom Jobim

                   EuGênio Mallarmè 

*

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